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O QUE É E COMO TRATAR A DERMATITE ATÓPICA

Mais prevalente do que se imagina, a dermatite atópica é uma condição dermatológica genética que provoca irritação e prurido intenso. Por ser crônica, seu controle é feito com medicações de uso oral e tópico e atenção aos fatores desencadeantes.

A dermatite atópica, que também é chamada de eczema atópico, é um dos tipos mais comuns de alergia cutânea e costuma levar muitos pacientes ao consultório do dermatologista. Trata-se de uma condição dermatológica genética e crônica que provoca ressecamento, irritação e prurido intenso na pele. Seu controle representa um desafio tanto para o médico quanto para o paciente, pois a doença sofre grande influência de fatores externos e emocionais e seus episódios costumam ser recorrentes. 

A dermatite atópica pode ser concomitante à presença de asma brônquica, rinite ou sinusite alérgicas, que se manifestam em maior ou menor grau, constituindo-se, assim, a chamada atopia.

A incidência tem aumentado nas últimas décadas. Segundo a Associação de Apoio à Dermatite Atópica (AADA), organização sem fins lucrativos criada para promover a saúde dos portadores, atualmente, de 10 a 15% da população em geral sofre com o problema.

É importante deixar claro para o paciente que as lesões causadas pela dermatite atópica não são contagiosas, ou seja, pode-se tocar nelas à vontade, que não há risco de transmissão para outras pessoas nem de levá-las para outras partes do corpo do próprio portador. A doença pode ser estigmatizante, pois as lesões geralmente ficam visíveis, o que pode assustar as outras pessoas, fazendo-as se afastarem.

Crianças e adultos podem ter

De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o quadro clínico da dermatite atópica se divide em três estágios: fase infantil (de 3 meses a 2 anos); fase pré-puberal (de 2 a 12 anos) e fase adulta (a partir dos 12 anos).

A doença não escolhe idade nem gênero e pode surgir no neonato ou na primeira infância, tendendo a diminuir na idade adulta, embora possa haver episódios por toda a vida. Nas crianças, a dermatite atópica aparece em forma de placas avermelhadas nas bochechas e na parte externa dos braços e das pernas.  Nos adultos, as lesões geralmente se concentram nas dobras – caso dos braços, na altura dos cotovelos; da parte de trás dos joelhos; sob os seios, e no pescoço e na barriga.

A herança genética e o estresse contam muito

A dermatite atópica é hereditária. Assim, se os dois pais tiverem o problema, a possibilidade de gerarem um filho com eczema atópico é de 50%. Se for apenas um dos pais, o risco é de 25%. Como a dermatite atópica é fortemente influenciada pelo meio externo, é fundamental prestar atenção aos fatores desencadeantes para mantê-la sob controle. Existem vários gatilhos: contato com materiais ásperos, lã e tecidos sintéticos; exposição a substâncias irritantes como certos tipos de fragrâncias e de corantes utilizados na fabricação de sabonetes, loções, detergentes e produtos de limpeza; baixa umidade do ar; frio intenso; calor e transpiração. Quem tem alergia a pólen, mofo, ácaros e pelos de animais está mais sujeito.

O fator emocional também não deve ser desprezado, já que muitos pacientes relatam piora do quadro em situações estressantes. Nesses casos, é importante identificar as emoções que funcionam como gatilho e adotar algumas medidas para aliviar o estresse gerado por elas. Muitas pessoas se beneficiam com a prática regular de exercícios físicos e com a meditação, por exemplo. Porém, se houver muita dificuldade no manejo do estresse, deve-se considerar a psicoterapia.

Como são os sinais e como se trata

O eczema atópico provoca um quadro inflamatório, que deixa a pele muito ressecada, irritada e com prurido intenso. Acredita-se que o atópico apresenta baixo limiar ao prurido e que também tenha a sudorese alterada, o que contribui para aumentar a coceira. 

Quanto mais a pessoa se coça, pior fica o quadro, pois coçar o local faz aumentar a irritação e o prurido. As exulcerações e feridas causadas pela coçadura costumam levar a infecções frequentes, principalmente por Staphilococcus sp e Estreptococus sp, grupo de bactérias que fazem parte da flora cutânea.

A fim de controlar os episódios, o dermatologista atua em três frentes: redução da inflamação, controle da coceira e prevenção de novos surtos. O pilar do tratamento é restabelecer a integridade do manto hidrolipídico, barreira natural de proteção cutânea que é afetada pelo eczema atópico. Para isso, o dermatologista indica um creme ou loção com ceramidas e substâncias umectantes (como alfa hidróxi-ácidos, ureia e ácido hialurônico), emolientes (colágeno, elastina e ácido esteárico, por exemplo) e oclusivas (óleo mineral, silicone, petrolato etc) em sua formulação.

O objetivo é lubrificar e deixar a pele mais macia, papel dos umectantes e dos emolientes, e evitar que ela fique mais ressecada, função das substâncias oclusivas, que formam um filme protetor sobre a pele, impedindo a perda de água. As ceramidas também contribuem para manter a hidratação cutânea.

Banhos quentes e demorados precisam ser evitados, porque agravam o ressecamento. E o sabonete deve ser sem perfume e do tipo que preserva o pH da pele. Outro cuidado para fortalecer a barreira cutânea é evitar contato com alérgenos do ambiente.

Para aliviar a coceira, o dermatologista prescreve anti-histamínico por via oral e pomada com cortisona para ser aplicada nas regiões afetadas. Em casos mais graves e de difícil controle, pode-se recorrer aos corticoides e a sessões de fototerapia com raios ultravioleta, que têm efeito anti-inflamatório e ajudam a controlar as reações imunológicas presentes nas crises.

Outra parte importante do tratamento é avaliar o impacto dos aspectos psíquicos na atopia, principalmente a ansiedade e a depressão, que pioram o quadro. Por isso, é necessário mapear os gatilhos na família, na escola e no ambiente de trabalho e buscar contorná-los.



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