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Queloide: o que é e como o dermatologista pode melhorar seu aspecto

Apesar de não representar nenhum risco para a saúde, esse tipo de cicatriz deixa muita gente insatisfeita com a própria aparência. Nesse caso, vale procurar um dermatologista para saber o que é mais indicado

Qualquer dano na pele provocado, por exemplo, por um corte ou por uma incisão cirúrgica, inicia uma resposta imediata de cicatrização. O objetivo é restaurar a integridade da área afetada, fazendo a pele ficar lisinha outra vez.

Em alguns casos, porém, o processo de cicatrização não ocorre como deveria. Pode haver, por exemplo, uma produção excessiva de colágeno, um das proteínas responsáveis pela sustentação da pele que tem papel importante na cicatrização. No caso do queloide, esse tecido cicatricial ultrapassa os limites da lesão inicial. Com isso, ele fica maior do que o ferimento e dá origem a uma cicatriz volumosa e com um tom avermelhado que pode escurecer com o tempo.

Para efeito de comparação, vamos imaginar que uma das paredes de sua casa esteja com um buraco. Você, então, contrata um pedreiro para cobrir o furo com cimento, passar massa corrida, lixar e pintar o local novamente. Em tese, a parede deveria voltar a ser lisa como antes. Pelo menos, era com isso que você contava. Acontece que o tal pedreiro fez um serviço mal feito, colocou cimento demais e não caprichou no acabamento. No final das contas, o buraco até desapareceu, mas em seu lugar a parede ganhou uma protuberância que ocupa uma área maior do que a do furo original. Com o queloide é mais ou menos isso o que acontece. Ou seja, é como se o seu corpo produzisse uma quantidade maior de tecido cicatricial que, em vez de cobrir apenas a região do dano, se espalha pelo local.

Quanto mais pigmentada a pele, maior o risco de aparecerem queloides

Quanto mais escura a pele, maior a chance de aparecerem queloides. Um artigo publicado no site da Sociedade Brasileira de Dermatologia (https://www.sbd.org.br/dermatologia/pele/doencas-e-problemas/queloide/81/) revela que sua frequência é 15 vezes maior em pessoas com pele mais pigmentada e que a faixa etária de maior prevalência é dos 10 aos 30 anos. Além disso, sabe-se que cerca de 10% da população mundial têm queloides. E, que, assim como os afrodescendentes, os asiáticos e os hispânicos também são predispostos a eles. Homens e mulheres são acometidos igualmente e existe um forte componente genético no aparecimento do problema. Isso quer dizer que, se os pais têm queloides, é bem provável que os filhos também venham a desenvolver.

Dessa forma, no grupo de risco, cicatrizes de cortes, de incisões cirúrgicas, de acne, de catapora, de queimaduras e de vacinas, entre outras, têm mais chance de evoluir para um queloide. Peito, costas e ombros, além das orelhas (depois de furá-las para colocar brincos, por exemplo) são as regiões mais afetadas.

Queloide não prejudica a saúde, mas pode comprometer a aparência

Do ponto de vista médico, o queloide é considerado apenas uma falha no processo de cicatrização – ou seja, ele não representa nenhuma ameaça à saúde. O mesmo se aplica às cicatrizes hipertróficas que, assim como os queloides, também são protuberantes. A diferença é que o queloide ultrapassa os limites da lesão inicial e a cicatriz hipertrófica, não. Além disso, a cicatriz hipertrófica é muito mais frequente e costuma responder melhor aos tratamentos.

Mesmo sabendo que sua saúde não está em risco, para algumas pessoas ter um queloide pode ser causa de muita insatisfação com a própria aparência. Nesse caso, é interessante procurar um dermatologista, pois existem vários procedimentos que ajudam melhorar o aspecto da cicatriz queloidiana. Estes são alguns deles:

– infiltração de medicamentos – são injetados fármacos no local afetado que basicamente, atuam de duas maneiras: reduzem a síntese de fibroblastos, células que, entre outras funções, sintetizam o colágeno; aumentam a ação da colagenase, enzima que degrada o colágeno. De acordo com artigo publicado no site da Academia Americana de Dermatologia, de 50 a 80% dos queloides diminuem com a infiltração de medicamentos (https://www.aad.org/public/diseases/a-z/keloids-treatment).

laser  – a aplicação local de laser ajuda a diminuir a espessura do queloide e a clarear a região, deixando a pele com um aspecto mais uniforme.

– crioterapia – nesse procedimento, o dermatologista aplica nitrogênio líquido no queloide para congelá-lo de dentro para fora, reduzindo sua consistência e tamanho.

– radiação – também é utilizada em aplicações locais para diminuir o tamanho da lesão.

–  cirugia – em alguns casos, o dermatologista pode optar por remover a lesão cirurgicamente. Para isso, tira parte do queloide sem atingir a pele saudável que fica em seu entorno. A fim de evitar recidivas, o médico aplica medicamentos injetáveis ainda na sala de cirurgia e faz curativos de silicone oclusivos e compressivos, ou seja, que cobrem totalmente a região, além de fazer pressão sobre ela. Dependendo da extensão da lesão, o paciente pode ser orientado a utilizar roupas compressivas juntamente com os curativos de silicone.

folhas ou de gel de silicone – em alguns casos, apenas o uso de folhas ou de gel de silicone no local é suficiente para melhorar o aspecto do queloide.

O procedimento é indicado de acordo com tamanho, local e origem da lesão. Para garantir resultados melhores, o dermatologista pode propor um plano com vários tratamentos associados. O número de sessões também varia. Sendo assim, converse com o seu dermatologista sobre suas expectativas e para saber o que é melhor no seu caso.

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