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O que são e como funcionam os lasers

Por que o laser é um importante aliado nos tratamentos dermatológicos

Há anos a Medicina reconhece a importância terapêutica da luz. A fototerapia é, por exemplo, o principal tratamento para reverter a icterícia em recém-nascidos. A luz do sol, por sua vez, é fundamental para a síntese de vitamina D, que possibilita a absorção de cálcio pelos ossos.

A utilização da luz com finalidades médicas é comum em especialidades como Neonatologia, Oncologia e Fisiatria/Fisioterapia, entre outras. Com a Dermatologia não é diferente. Um uso muito difundido e mais recente da aplicação de luz para tratamentos cutâneos é o laser.  Nas duas últimas décadas, aliás, houve um crescimento exponencial do uso terapêutico dessa tecnologia.

Lasers que agem por fototermólise seletiva são os mais utilizados na Dermatologia

No caso dos procedimentos dermatológicos, os lasers de escolha são os que atuam por fototermólise seletiva. O processo funciona desta forma: quando expostas à luz, algumas estruturas do corpo captam mais calor e energia do que outras. Sendo assim, os lasers que agem por fototermólise seletiva atingem esses alvos, que são chamados de cromóforos. O tipo de laser é escolhido de acordo com a finalidade desejada. Assim, se o objetivo for, por exemplo, a depilação, o cromóforo é a melanina presente nos pelos. Para amenizar o tom avermelhado do rosto, que é comum na rosácea, o cromóforo é a hemoglobina e assim por diante. O site da Academia Americana de Dermatologia traz um artigo em que alguns pacientes relataram 100% de melhora na rosácea depois de uma a três aplicações de laser.

A grande vantagem desse tipo de laser é que ele atinge apenas o cromóforo sem provocar danos nas áreas adjacentes. Sua atuação pode ser comparada a dos mísseis, que destroem somente o alvo para o qual foram programados. Os lasers que atuam por fototermólise seletiva são de alta fluência e transformam a energia luminosa em calor (efeito fototérmico). Eles podem ser ablativos, ou seja, removem a epiderme, estimulando a regeneração celular, e atuam na derme, deixando a pele mais firme. Também podem ser não ablativos. Esses não atuam na epiderme, mas diretamente na derme.

Lasers de baixa intensidade: mais uma opção no arsenal médico

Além dos lasers de alta fluência, os de baixa fluência também são muito utilizados pelos dermatologistas. Por não fazer uso do calor, eles são chamados de lasers frios ou de baixa intensidade. Foram os experimentos do médico húngaro Endre Mester que levaram à descoberta, em 1967, do laser de baixa intensidade – ou LLLT (Low Level Laser Therapy). Ao tentar tratar tumores cutâneos em ratos a LLLT, Mester observou que, no local irradiado, houve não só melhora na cicatrização das lesões, mas também crescimento de pelos.

As pesquisas de Mester demonstraram a primeira evidência de que a luz não coerente de baixa intensidade emitida por LEDs (Light Emitting Diodes) poderia ocupar um espaço importante nos tratamentos médicos. Mais até do que a luz coerente, monocromática e com altas fluências dos lasers que agem por efeito fototérmico. Anos mais tarde, essa descoberta se tornaria a base do funcionamento de um equipamento muito utilizado na prática clínica dermatológica atual. Trata-se do boné de LED, que produz bons resultados no tratamento da alopecia.

Efeitos que podem durar semanas

Depois de Mester, a investigação sobre a ação da LLLT avançou bastante. O objetivo era entender seu efeito nos níveis molecular e celular, bem como sua interação com os tecidos. Tiina Karu, chefe do Laboratory of Laser Biomedicine da Russian Academy of Science, em Moscou, identificou a enzima mitocondrial Citocromo C Oxidase (CCO) como cromóforo primário. A CCO tem papel fundamental no processo de produção de energia das células e, em seu estudo, Tiina introduziu o conceito de sinalização retrógrada da mitocôndria.  Esse fenômeno explica por que uma pequena e rápida exposição à luz gera efeitos no organismo que podem durar por horas, dias ou semanas. Ou seja, o corpo continua respondendo ao estímulo mesmo quando ele é cessado.

Fotobiomodulação: uma aliada nos tratamentos dermatológicos

Depois de décadas relegada a segundo plano, a ponto de ter sido considerada charlatanismo durante anos, a LLLT mudou de patamar na comunidade científica. Hoje, é conhecida como photobiomodulation (PBM) ou fotobiomodulação. O nome se refere ao seu mecanismo de ação, já que a LLLT provoca reações bioquímicas que desencadeiam mudanças no metabolismo das células.  Um estudo realizado na Mc Gill University, no Canadá, mostrou que a fotobioestimulação tem se mostrado promissora no rejuvenescimento cutâneo e no tratamento da acne, entre outras utilizações. Para se tornar mais efetiva, ela pode ser associada a vários protocolos de tratamento. Além de acne e rejuvenescimento da pele, são usados também protocolos para melasma, rosácea etc.

Aplicações que vão além da melhora da pele

Os benefícios da fotobiomodulação vêm sendo estudados em grandes centros de pesquisa no mundo. Publicações científicas do Harvard – MIT Program in Health Sciences and Technology (HST), por exemplo, atestam resultados não só para uso dermatológico, mas também na melhora da memória e da cognição em pacientes com doença de Alzheimer. Ou seja, estamos diante de uma tecnologia que pode ter várias aplicações.

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