Envelhecimento da pele

Envelhecer faz parte da nossa história e a ciência trouxe inúmeras conquistas na extensão da vida humana com maior qualidade, embora infelizmente exista o culto ao “ideal” ligado à juventude e à beleza.

Muitas teorias tentam esclarecer o mecanismo do envelhecimento e parecem ter influência os fatores genéticos (o que explica por que alguns grupos étnicos são mais longevos), além de reações químicas que vão determinar a formação de radicais livres que, quando produzidos de modo desproporcional, podem ser nocivos ao organismo. Algumas doenças, o tabagismo e o estresse estão entre os fatores que estimulam a produção de radicais livres.

Também são importantes no processo de envelhecimento as alterações hormonais e imunológicas.

A pele, que é nosso envoltório, também sente os efeitos do envelhecimento. A pele envelhecida se caracteriza por ser mais fina, com menor elasticidade, apresentar rugas finas e aprofundamento das linhas de expressão. O envelhecimento pode se acelerar por características genéticas ou devido a fatores ambientais e hábitos de vida, como muita exposição ao sol, fumo, consumo excessivo de álcool, alimentação inadequada e falta de exercícios físicos.

O envelhecimento cutâneo tem dois componentes fundamentais: o chamado envelhecimento intrínseco, que ocorre simultaneamente ao de outros órgãos do corpo, de forma lenta e gradual; e o envelhecimento extrínseco (ou fotoenvelhecimento), que tem um efeito cumulativo (como se fizéssemos uma poupança solar) e ocorre em função do nível de exposição à luz solar (ou mais especificamente aos raios Ultra Violeta), e se mostra por meio do aparecimento de manchas, vasos sanguíneos e espessamento da pele.

Sabendo-se do papel da luz do sol no envelhecimento da pele, qualquer tratamento para retardar o seu envelhecimento obrigatoriamente começa com a utilização de filtro solar.

Como regra básica, devemos utilizar filtros solares diariamente, reaplicando a cada duas horas de contato com o sol. A escolha do filtro solar deve ser específica para cada pessoa e orientada pelo dermatologista. Em linhas gerais, eles devem ter fator de proteção solar (FPS) no mínimo 15 ou maior (no caso de exposição direta em ambientes externos, como praia e campo), que protejam contra os raios UVA e UVB. Há outros tratamentos que podem ser indicados pelo dermatologista: medicações para uso diário, “peelings” químicos, microdermabrasão, uso de prenchedores e toxina botulínica.