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A PANDEMIA QUE SE SENTE NA PELE
por Luciana Conrado

Psicodermatologia, dermatologia e mente juntas

Psicodermatologia

Esses dias participei de um webinar com outros dois dermatologistas para discutir os efeitos da pandemia na pele. Falamos sobre o impacto da saúde mental na pele, o maior órgão do corpo que, por ter interação direta com o ambiente, sofre agressões constantes. A chamada Psicodermatologia é a área do conhecimento que busca identificar nos pacientes portadores de doenças dermatológicas fatores que estão além da doença propriamente dita e que podem influenciar no seu desenvolvimento. Nesse pacote entram o estresse do cotidiano, o estresse provocado pela presença de uma doença muitas vezes visível e que pode gerar desconforto e medo nas outras pessoas, bem como os conflitos e os mecanismos de defesa psíquicos envolvidos. Também observamos que os transtornos mentais podem estar relacionados ao aparecimento de doenças na pele secundariamente, como o eczema de mãos pela lavagem excessiva observada no Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC).

Como a Dermatologia é uma especialidade muito visual, muitas vezes, a simples observação da pele do paciente é suficiente para que o médico chegue a um diagnóstico. Mas, quando as emoções (medo, ansiedade, depressão, angústia) estão envolvidas – situação recorrente nessa pandemia –, mais do que olhar, o médico precisa saber ouvir o paciente para identificar possíveis gatilhos emocionais. Aí, além do tratamento da manifestação cutânea, é necessário falar sobre a importância de alternativas que contribuam para o equilíbrio emocional. A prática regular de exercícios físicos e de meditação ou mesmo adotar um hobby contam muito para o sucesso do tratamento. Em alguns casos, porém, é necessário partir para uma abordagem multidisciplinar, que envolve não só o dermatologista, mas também outros profissionais da saúde mental – um psicólogo ou um psiquiatra, por exemplo.

Por conta disso, acho que uma das primeiras coisas a fazer em tempos tão movediços é considerar que estamos todos sentindo na pele – os médicos, inclusive – o que o sociólogo e filósofo polonês Zygmunt Bauman chamou de “modernidade líquida”. A sensação de que as coisas estão fora do lugar é constante. Então, assumir o desconforto que isso traz e aceitar a impermanência é fundamental para manter a cabeça e o coração tranquilos. Para deixar a coluna ereta, recomendo um bom alongamento e treinar silenciar a mente.

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